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A Visualização Passiva é uma Coisa do Passado

Como assim visualização passiva? Bem, algo inativo, neste caso, filmes ou séries sem interação. Porquê esta conversa? Porque o episódio “Bandersnatch” da série “Black Mirror” mostrou que o que o público quer, é interagir e ter conversas com o conteúdo que está a ver.

“Black Mirror: Bandersnatch” saiu na Netflix em dezembro do ano passado, e acompanha um jovem programador que tenta criar um jogo interativo, a partir de um livro que utiliza as mesmas técnicas. Nós, como espectadores, somos levados a fazer escolhas que podem levá-lo a vários diferentes resultados.

Graças à fama dada a este episódio, a Netflix já anunciou planos para mais programas interativos. De acordo com o vice-presidente de produto Todd Yellin, existe um desejo de utilizar o formato interativo em diversos tipos de conteúdo, tais como, romances, comédias e até mesmo em filmes de terror, com programas já em desenvolvimento.

O sucesso dado a “Bandersnatch” foi tanto, que, embora este se passe no passado, é possível que daqui a cinco ou dez anos, a TV interativa seja uma realidade comum a todas as gerações, até mesmo aquelas que não cresceram com este tipo de conteúdo. O sucesso que teve é uma dica para a forma como a tecnologia pode alterar o futuro do desenvolvimento de conteúdo e consumo de conteúdo.

A televisão que nós conhecemos é como um monólogo, sem interatividade. No entanto esta inovação no conteúdo televisivo, vai fazer com que as gerações modernas acabem com a inatividade perante a televisão. Ao terem que responder a perguntas ou votarem em opções, o conteúdo torna-se uma espécie de diálogo.

O que “Bandersnatch” fez, foi aproveitar-se do facto que a geração mais moderna cresceu num mundo personalizado, que prefere ter um papel ativo no que consomem, e usou isso para criar esta experiência que envolve participação, narrativa individual e auto-expressão.

Hoje as pessoas já não estão a ver televisão passivamente. Muitas pessoas trabalham com múltiplos ecrãs ao mesmo tempo. Mas mesmo com todas as distrações, as pessoas querem envolver-se e participar no processo da criação das histórias. E isto é o que os filmes e séries interativos vão trazer.

Texto escrito por: Rita Velha

Filmes interativos – O que são? E como a Netflix está transformando isto

O que são os filmes interativos?

A Netflix revolucionou o mercado cinematográfico quando começou a produzir conteúdo original, em 2013. E, mais uma vez, transformaram um conceito já existente, no futuro do cinema: os filmes interativos.

Filme interativo é um conceito tão simples quanto parece: escolher entre duas opções que surgem no ecrã enquanto estás a assistir. Nada mais complexo que isto. O mais importante e o mais atraente neste conteúdo são as consequências. Os caminhos que a personagem segue de acordo com as escolhas do espectador do filme interativo são fantásticos, e a sensação de estar no controle e de repente lembrar das opções alternativas e pensar “… e se?” é uma experiência absoluta.

Esta experiência absoluta só é possível através do encontro do cinema com a tecnologia. E quando falamos cinema não estamos a falar daquelas enormes salas, com grandes ecrãs, e com dezenas de pessoas mastigando a pipoca num altíssimo volume ao pé de ti. Estamos a apresentar a união da sétima arte com a tecnologia mais moderna possível: a interatividade online.

A Netflix quando lança um filme interativo quer que seus clientes interajam e dedique a atenção ao que está acontecendo. E por isso, tudo funciona de maneira simples: aquelas duas opções que surgem no ecrã são acompanhadas por um temporizador de cinco segundos. É o tempo que tens para escolher o que tua personagem vai fazer. Assim, o espectador poderá permanecer focado no filme, e nas consequências das suas escolhas.

A Studios Omni quando lança um filme interativo quer que as pessoas descubram o quão autêntico o filme poderá ser para elas. Quantas experiências diferenciadas e verdadeiras podem existir num filme. E, acima de tudo, reafirmar que para toda escolha há uma consequência, e que acompanhar a personagem vai além de estar atento ao que se passa no ecrã, e sim, envolve estar conectado com as emoções das personagens e realmente fazer parte daquele universo.

Casa Limpa já está disponível via streaming na Studios Omni.